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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

DOIS PESOS...

Reproduzo abaixo último artigo da psicanalista Maria Rita Kehl ao jornal O Estado de São Paulo. Por anos ela foi articulista do jornal, que declarou apoio à candidatura José Serra no final da campanha presidencial. No texto Maria Rita comete o "equívoco" de elogiar o governo Lula, coisa que para o jornal é uma heresia. Os mesmos que atacam o governo Lula e o PT de tentar restringir a liberdade de expressão demitem e entoam o coro pela demissão desta articulista, que apenas ousou emitir sua opinião!

Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.
Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.
Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.
Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.
O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".
Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.
Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.

sábado, 25 de setembro de 2010

ENTENDA O QUE É O PIG - PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA!

Este vídeo, do cartunista Carlos Latuff, explica porque muitos blogueiros passaram a chamar a grande imprensa de PIG - Partido da Imprensa Golpista.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

POR UMA REAL INCLUSÃO SOCIAL NO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO PAULISTA!



A Educação é uma prioridade no Plano de Governo do candidato Aloizio Mercadante para o Governo do Estado de São Paulo. A defesa da inclusão digital, a valorização dos profissionais da Educação e o apoio aos municípios são à base do projeto de Mercadante e do PT para a Educação Pública para nosso Estado.
No entanto, a proposta de Mercadante para a Educação também contempla a inclusão social no ensino superior público. Um alento para todos, já que sabemos que as Universidades Estaduais Paulistas (USP, UNESP e UNICAMP) são, hoje, grandes opositoras da implantação de políticas de ações afirmativas. Rejeitam esse modelo, e instituíram programas de inclusão social de bonificação para o aluno da escola pública. Porém, esses programas pouco contribuíram para que alunos e alunas das escolas públicas ingressarem nessas instituições.
Ao dirigir-se até a Educafro e dialogar com os movimentos sociais Mercadante deixa as portas abertas para que em seu possível futuro governo à frente do Estado de São Paulo possamos contar com a adoção de políticas de ações afirmativas em nossas Universidades Públicas que promovam uma real inclusão social.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

DESMANDO NA TV PÚBLICA PAULISTA (TV CULTURA).

O candidato tucano a presidência da República, José Serra, ex-governo do Estado de São Paulo, foi o entrevistado do programa Roda Viva há algumas semanas atrás, dentro da rodada do programa que entrevistou os três candidatos mais bem colocados nas pesquisas, além dele Dilma Rousseff e Marina Silva.
No decorrer da entrevista, o apresentador do programa, Heródoto Barbeiro questionou José Serra sobre os pedágios das estradas paulistas entregues às empresas privadas. O apresentador perguntou ao candidato sobre os preços dos pedágios e a multiplicação das praças de cobrança, que se deram nos governos Alckmin (2000/2006) e do próprio Serra (2007/2010). O ex-governador não se recusou a responder a pergunta, como agiu de forma grosseira com seus adversários, dizendo ser o questionamento dos pedágios um trololó petista. Mas a pergunta vai ficar pairando sobre todos os candidatos tucanos, em especial Serra e Alckmin, que promoveram a proliferação das praças de pedágios pelas rodovias paulistas.
Não bastasse isso, após essa entrevista, o apresentador Heródoto Barbeiro foi dispensado pela TV Cultura, que é a TV Pública do Estado de São Paulo, administrado pelo ex-vice governador de Serra, Alberto Goldman, que já havia alterado o comando da emissora quando assumiu o posto de Governador. Na última semana, o recém empossado diretor de jornalismo da emissora, Gabriel Priolli, promovia uma reportagem sobre o mesmo assunto da pergunta de Heródoto, os pedágios, havia entrevistado os candidatos Alckmin e Mercadante, ao governo do Estado, quando na finalização da matéria foi comunicado de que a pauta sobre os pedágios não deveria ter continuidade e que ele estaria afastado da direção de jornalismo da emissora. A reportagem sobre os pedágios foi exibida na sexta-feira, 9 de julho, feriado estadual, quando o IBOPE das TVs é muito abaixo do normal, e foi anunciado que Gabriel Priolli seria indicado para outra função dentro da emissora, tudo isso para desmascarar o que acontece realmente, na TV Pública de São Paulo e em outros órgãos das administrações públicas tucanas, ingerência política. Além disso, esses acontecimentos na TV Cultura mostram o teor de controle da mídia imposto pelos governos tucanos. A sociedade não pode aceitar mais essas situações, a internet vem revolucionando o debate político, antes direcionado pelos grandes veículos de comunicação comprometidos com o projeto entreguista dos partidos da oposição do governo Lula, sendo pautado pelos Blogs dos jornalistas independentes, de blogueiros autônomos e pelas redes sociais.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

CENTRAIS SINDICAIS DIZEM QUE SERRA É MENTIROSO!

Segue abaixo nota assinada pelos presidentes das 5 maiores centrais sindicais do Brasil contrapondo a versão difundida pela propaganda partidária obrigatória do PSDB onde José Serra é apresentado como um defensor dos trabalhadores. Como vocês podem ver abaixo, não é a verdade.

Serra: impostura e golpe contra os trabalhadores

O candidato José Serra (PSDB) tem se apresentado como um benemérito dos trabalhadores, divulgando inclusive que é o responsável pela criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e por tirar do papel o Seguro-Desemprego. Não fez nenhuma coisa, nem outra. Aliás, tanto no Congresso Nacional quanto no governo, sua marca registrada foi atuar contra os trabalhadores. A mentira tem perna curta e os fatos desmascaram o tucano.

A verdade

Seguro-Desemprego - Foi criado pelo decreto presidencial nº 2.284, de 10 de março de 1986, assinado pelo então presidente José Sarney. Sua regulamentação ocorreu em 30 de abril daquele ano, através do decreto nº 92.608, passando a ser concedido imediatamente aos trabalhadores.

FAT – Foi criado pelo Projeto de Lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS). Um ano depois Serra apresentou um projeto sobre o FAT (nº 2.250/1989), que foi considerado prejudicado pelo plenário da Câmara dos Deputados, na sessão de 13 de dezembro de 1989, uma vez que o projeto de Jorge Uequed já havia sido aprovado.

Assembleia Nacional Constituinte (1987/1988) - José Serra votou contra os trabalhadores:
a) Serra não votou pela redução da jornada de trabalho para 40 horas;
b) não votou pela garantia de aumento real do salário mínimo;
c) não votou pelo abono de férias de 1/3 do salário;
d) não votou para garantir 30 dias de aviso prévio;
e) não votou pelo aviso prévio proporcional;
f) não votou pela estabilidade do dirigente sindical;
g) não votou pelo direito de greve;
h) não votou pela licença paternidade;
i) não votou pela nacionalização das reservas minerais.
Por isso, o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) , órgão de assessoria dos trabalhadores, deu nota 3,75 para o desempenho de Serra na Constituinte.

Revisão Constitucional (1994)
- Serra apresentou a proposta nº 16.643, para permitir a proliferação de vários sindicatos por empresa, cabendo ao patrão decidir com qual sindicato pretendia negociar. Ainda por essa proposta, os sindicatos deixariam de ser das categorias, mas apenas dos seus representados. O objetivo era óbvio: dividir e enfraquecer os trabalhadores e propiciar o lucro fácil das empresas. Os trabalhadores enfrentaram e derrotaram os ataques de Serra contra a sua organização, garantindo a manutenção de seus direitos previstos no artigo 8º da Constituição.

É por essas e outras que Serra, enquanto governador de São Paulo, reprimiu a borrachadas e gás lacrimogênio os professores que estavam reivindicando melhores salários; jogou a tropa de choque contra a manifestação de policiais civis que reivindicavam aumento de salário, o menor salário do Brasil na categoria; arrochou o salário de todos os servidores públicos do Estado de São Paulo.

As Centrais Sindicais brasileiras estão unidas em torno de programa de desenvolvimento nacional aprovado na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, em 1º de junho, com mais de 25 mil lideranças sindicais, contra o retrocesso e para garantir a continuidade do projeto que possibilitou o aumento real de 54% do salário mínimo nos últimos sete anos, a geração de 12 milhões de novos empregos com carteira assinada, que acabou com as privatizações, que descobriu o pré-sal e tirou mais de 30 milhões de brasileiros da rua da amargura.

Antonio Neto – presidente da CGTB
Wagner Gomes – presidente da CTB
Artur Henrique – presidente da CUT
Miguel Torres – presidente da Força Sindical
Jose Calixto Ramos – presidente da Nova Central

domingo, 11 de julho de 2010

POR QUE APOIAMOS DILMA?


Históricamente em nosso país a imprensa, em momentos de eleição gosta de exaltar seu suposto apartidarismo, "somos imparciais, damos o mesmo espaço para todos os candidatos". Porém, qualquer um com um faça uma leitura atenta aos jornalões, ou as revistas de grande circulação, ou que ouça com atenção as emissoras de rádio, ou veja com um olhar crítico a programação das redes de televisão, percebe que a grande mídia brasileira tem sim sua posição político-partidária.
Para agravar essa falsa apartidarização, desde 2003, com a posse do presidente Lula e o esfacelamento da oposição que depois de quase oito anos de governo Lula não apresenta um programa de governo para o país e não se mete a criticar o governo do presidente Lula pois sabe ser essa atitude um tiro no pé, devido aos elevados índices de popularidade do presidente Lula. Como a oposição partidária não ataca o governo Lula, os grandes barões da imprensa, presos ao capital internacional, ordenaram que seus veículos de comunicação formulassem conteúdos atacando o presidente Lula e o PT. Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Rede Globo, Revista Veja e tantos outros formam o que a blogosfera, e agora muita gente chama de PIG - Partido da Imprensa Golpista - um verdadeiro panfleto político da oposição ao governo Lula, mas que se diz apartidário.
Porém em edição recente a revista Carta Capital, assumiu que apóia um dos candidatos à presidência da República, e esse candidato é a ex-ministra Dilma Rousseff, do PT. Essa é a verdadeira imprensa política brasileira, que tem coragem para assumir seu lado, e que a partir de agora todos os seus leitores sabem que esse apoio é assumido, e não falsamente velado como faz o PIG, que se intitulado neutro, mas que está claramente a serviço da candidatura José Serra e aos partidos da oposição.

Abaixo reproduzo artigo publicado na Revista Carta Capital, assinado por seu editor, Mino Carta.

Guerrilheira, há quem diga, para definir Dilma Rousseff. Negativamente, está claro. A verdade factual é outra, talvez a jovem Dilma tenha pensado em pegar em armas, mas nunca chegou a tanto. A questão também é outra: CartaCapital respeita, louva e admira quem se opôs à ditadura e, portanto, enfrentou riscos vertiginosos, desde a censura e a prisão sem mandado, quando não o sequestro por janízaros à paisana, até a tortura e a morte.
O cidadão e a cidadã que se precipitam naquela definição da candidata de Lula ou não perdem a oportunidade de exibir sua ignorância da história do País, ou têm saudades da ditadura. Quem sabe estivessem na Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade há 46 anos, ou apreciem organizar manifestação similar nos dias de hoje.
De todo modo, não é apenas por causa deste destemido passado de Dilma Rousseff que CartaCapital declara aqui e agora apoio à sua candidatura. Vale acentuar que neste mesmo espaço previmos a escolha do presidente da República ainda antes da sua reeleição, quando José Dirceu saiu da chefia da Casa Civil e a então ministra de Minas e Energia o substituiu.
E aqui, em ocasiões diversas, esclareceuse o porquê da previsão: a competência, a seriedade, a personalidade e a lealdade a Lula daquela que viria a ser candidata. Essas inegáveis qualidades foram ainda mais evidentes na Casa Civil, onde os alcances do titular naturalmente se expandem.
E pesam sobre a decisão de CartaCapital. Em Dilma Rousseff enxergamos sem a necessidade de binóculo a continuidade de um governo vitorioso e do governante mais popular da história do Brasil. Com largos méritos, que em parte transcendem a nítida e decisiva identificação entre o presidente e seu povo. Ninguém como Lula soube valerse das potencialidades gigantescas do País e vulgarizá-las com a retórica mais adequada, sem esquecer um suave toque de senso de humor sempre que as circunstâncias o permitissem.
Sem ter ofendido e perseguido os privilegiados, a despeito dos vaticínios de alguns entre eles, e da mídia praticamente em peso, quanto às consequências de um governo que profetizaram milenarista, Lula deixa a Presidência com o País a atingir índices de crescimento quase chineses e a diminuição do abismo que separa minoria de maioria. Dono de uma política exterior de todo independente e de um prestígio internacional sem precedentes. Neste final de mandato, vinga o talento de um estrategista político finíssimo. E a eleição caminha para o plebiscito que a oposição se achava em condições de evitar.
Escolha certa, precisa, calculada, a de Lula ao ungir Dilma e ao propor o confronto com o governo tucano que o precedeu e do qual José Serra se torna, queira ou não, o herdeiro. Carregar o PSDB é arrastar uma bola de ferro amarrada ao tornozelo, coisa de presidiário. Aí estão os tucanos, novos intérpretes do pensamento udenista. Seria ofender a inteligência e as evidências sustentar que o ex-governador paulista partilha daquelas ideias. Não se livra, porém, da condição de tucano e como tal teria de atuar. Enredado na trama espessa da herança, e da imposição do plebiscito, vive um momento de confusão, instável entre formas díspares e até conflitantes ao conduzir a campanha, de sorte a cometer erros grosseiros e a comprometer sua fama de “preparado”, como insiste em
afirmar seu candidato a vice, Índio da Costa. E não é que sonhavam com Aécio...
Reconhecemos em Dilma Rousseff a candidatura mais qualificada e entendemos como injunção deste momento, em que oficialmente o confronto se abre, a clara definição da nossa preferência. Nada inventamos: é da praxe da mídia mais desenvolvida do mundo tomar partido na ocasião certa, sem implicar postura ideológica ou partidária. Nunca deixamos, dentro da nossa visão, de apontar as falhas do governo Lula. Na política ambiental. Na política econômica, no que diz respeito, entre outros aspectos, aos juros manobrados pelo Banco Central. Na política social, que poderia ter sido bem mais ousada.
E fomos muito críticos quando se fez passivamente a vontade do ministro Nelson Jobim e do então presidente do STF Gilmar Mendes, ao exonerar o diretor da Abin, Paulo Lacerda, demitido por ter ousado apoiar a Operação Satiagraha, ao que tudo indica já enterrada, a esta altura, a favor do banqueiro Daniel Dantas. E quando o mesmo Jobim se arvorou a portavoz dos derradeiros saudosistas da ditadura e ganhou o beneplácito para confirmar a validade de uma Lei da Anistia que desrespeita os Direitos Humanos. E quando o então ministro da Justiça Tarso Genro aceitou a peroração de um grupelho de fanáticos do Apocalipse carentes de conhecimento histórico e deu início a um affair internacional desnecessário e amalucado, como o caso Battisti. Hoje apoiamos a candidatura de Dilma Rousseff com a mesma disposição com que o fizemos em 2002 e em 2006 a favor de Lula. Apesar das críticas ao governo que não hesitamos em formular desde então, não nos arrependemos por essas escolhas. Temos certeza de que não nos arrependeremos agora.

Mino Carta.

terça-feira, 15 de junho de 2010

FREI DAVI VISITA EDUCAFRO GUARATINGUETÁ


Na última segunda-feira, 14 de junho, o núcleo da Educafro de Guaratinguetá recebeu a visita de Frei Davi, o idealizador e coordenador geral do projeto. Frei Davi veio à Guaratinguetá para reunir com os alunos da Educafro de nossa cidade, em conversa com eles expôs as novidades propostas pela Educafro aos seus núcleos e provocou um debate sobre políticas de ações afirmativas (exemplo: cotas raciais nas universidades públicas), PROUNI, ENEM e os vestibulares. Frei Davi aproveitou ainda para cobrar maior envolvimento de todos do núcleo de Guaratinguetá nas questões políticas e sociais da cidade, ao dizer que a Educafro tem caráter propositor e mobilizador de políticas públicas em educação e igualdade racial e social.
Outro assunto tratado por Frei Davi em sua visita foi à abertura de novos núcleos da Educafro em Guaratinguetá e na região, nesta parte da reunião três interessados em organizar novos núcleos se juntaram à conversa, Dr. João Carlos e Zé Luiz Divino de Guaratinguetá e Firmino do grupo cultural Namíbia, de Aparecida.
O Educafro surgiu na ação social franciscana, na cidade de São Paulo, para atender jovens negros carentes que não tinham possibilidade de ingressar nas universidades públicas. Ao longo do tempo agregou toda a população carente, independente de etnia, nos seus cursos Pré-Vestibulares. Em Guaratinguetá o núcleo Pré-Vestibular funciona sob coordenação do Frei Ricardo e de ex-alunos da Educafro, no prédio anexo à Igreja Nossa Senhora das Graças, que fica à Rua Vigário Martiniano, Centro.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

BATE-PAPO COM DEPUTADO ESTADUAL ROBERTO FELÍCIO.


No próximo sábado, 5 de junho, estará em Guaratinguetá o Deputado Estadual Roberto Felício, PT-SP. Em visita ao Vale do Paraíba, Roberto Felício participará de um bate-papo sobre a Educação no Estado de São Paulo, na sub-sede da APEOESP. A atividade é promovida por um grupo de professores da rede estadual e municipal de ensino de Guaratinguetá e conta com o apoio da APEOESP. Todos os interessados estão convidados a participar do bate-papo.
Roberto Felício está em seu segundo mandato como deputado estadual, é professor da rede estadual de ensino, foi presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (1989 – 1993) e da APEOESP duas vezes (1993 – 1999).

Bate-papo sobre a Educação no Estado de São Paulo
Dia 5 de junho
9:00 horas.
Sub-sede da APEOESP em Guaratinguetá – Rua Joaquim Miguel, 58, Centro.

terça-feira, 25 de maio de 2010

INVESTIR NESTA GALERA É DESENVOLVER O BRASIL!


Gostaria de compartilhar artigo da Secretária Nacional da Juventude do PT, Severine de Macedo, e de Murilo Amatneeks, que é membro da Executiva Nacional da Juventude do PT e do Conselho Nacional de Juventude. Este artigo foi publicado originalmente no Portal do PT.


Estamos entrando num momento crucial para o futuro do país, onde o presente e o futuro se entrelaçam. As projeções demográficas dizem que o Brasil vive uma janela de oportunidades, o que pode resultar em um grande salto para o desenvolvimento do país.

Não há momento melhor do que 2010 para discutir o quanto é importante o investimento nesta geração para garantir um Brasil desenvolvido nas próximas décadas. Será neste ano que o nosso país chega ao chamado “pico geracional’, onde alcançaremos o maior número de jovens da nossa história e do futuro próximo: 52 milhões de brasileiros e brasileiras. Além disso, e não menos importante, este é o ano em que discutiremos os rumos do Brasil: se vamos aprofundar as mudanças em curso ou regressar aos anos de neoliberalismo.

Para evitar qualquer andar para trás devemos ter um programa de governo ousado, que combata a exclusão do público mais impactado pelas políticas neoliberais: os jovens. Também, deve tratar de garantir a esta geração condições seguras para viver a sua juventude, com acesso à renda, educação e cultura.

Em primeiro lugar, devemos ressaltar a importância do Governo Lula para a juventude brasileira, através da criação da Secretaria e do Conselho Nacional de Juventude, marcos de um novo momento, onde o país passa a compreender o jovem como sujeito de direitos. Esta característica fica clara quando analisamos o conjunto de propostas desenvolvidas ao longo dos últimos sete anos: políticas emergenciais, como o Prouni e o Projovem, e políticas estruturantes, como a construção de 214 escolas técnicas e doze novas universidades federais. Além disso, existe um conjunto de outras políticas, como os Pontos de Cultura e o Pronasci, onde a grande maioria do público atingido tem menos de 29 anos.

Agora, é preciso dar o próximo passo, reconhecendo legado deixado pelo Governo Lula, aproveitando o grande momento político do país e as condições favoráveis para transformar o jovem em ator estratégico do desenvolvimento nacional. Isto significa dizer que investir na juventude é uma questão vital, para o agora e as próximas décadas.

Uma questão central que toma corpo no debate em torno deste segmento é como poderemos garantir que aos jovens as condições para não abandonar a escola, fazendo com que não lhes se seja imposta a necessidade de entrar no mundo do trabalho, ocupando empregos precários. Ou seja, quanto maior a sua escolarização, melhores serão as condições de disputar os melhores postos de trabalho.

O Projovem – Programa Nacional de Inclusão de Jovens, hoje garante uma perspectiva de aumento da formação ao jovem que não concluiu o ensino fundamental, articulado com a qualificação profissional. Isto tem contribuído na inclusão social e resgate da cidadania, bem como ajudado a postergar a sua entrada no mundo do trabalho

Mas é importante ir além, compreendendo que, se o Ensino fundamental antigamente já representava pouco em termos de escolarização, hoje é menos ainda suficiente. E, tendo em vista os grandes problemas encontrados no Ensino Médio brasileiro, onde existe grande desistência do jovem em continuar os seus estudos, será preciso fazer com que a realidade e a diversidade da juventude estejam incorporadas na proposta político-pedagógica da escola.

Por outro lado, temos que aprofundar as políticas de permanência para aqueles com idade entre 15 e 17 anos, e ter uma política mais ousada para dar conta do ensino daqueles que não estão mais na seriação adequada e daqueles que abandonaram o Ensino Médio. Para isso, será preciso substituir a renda obtida pelo trabalho por uma política que financie o aumento da sua escolaridade, articulado com outras políticas de formação e de vivência do território. Além do mais, isto deve corresponder também a uma política que represente uma continuação na formação do aluno que se forma hoje no Projovem..

Com essa proposta, outro elemento que deve ter centralidade na Política Nacional de Juventude é a transversalidade das políticas públicas no território. Isso só ocorrerá de fato através de uma ação integrada em torno das diversas políticas que atingem a juventude no país. Muitas delas já existem e perpassam diversas áreas do governo.

Hoje, temos ações e políticas territoriais integradas que estão dando certo no país, executadas e pensadas sob o ponto de vista local. Os Territórios da Cidadania e o Pronasci, hoje, articulam políticas setoriais de diversos Ministérios com a devida implementação nos estados e municípios.

É isso que pode ajudar a juventude brasileira a ter melhor qualidade de vida, numa lógica que pense o seu desenvolvimento de forma integral. Uma política de equipamentos públicos que o faça acessar e produzir cultura, ter tratamento de saúde, praticar esportes, ter acesso a novas tecnologias, entre outras questões, sob uma perspectiva de contribuir para o desenvolvimento do espaço onde habita.

O Sistema Nacional de Juventude instituído deve colaborar no aperfeiçoamento de tudo isso em torno da Política Nacional de Juventude, a partir da coordenação, gestão e definição das responsabilidades dos entes federativos – questão fundamental para implementar as ações articuladas em diversos níveis.

Estes são elementos que o próximo governo deve se debruçar. Isto tudo só será possível, pois as bases desta política já estão lançadas. Com isso, poderemos aprofundar a mudanças em curso no país e fazer com que os jovens sejam o motor do desenvolvimento brasileiro.

E somente Dilma pode dar conta desse desafio.


quinta-feira, 20 de maio de 2010

PRESIDENTE LULA CRIA PLANO NACIONAL DE COMBATE AO CRACK!

Nesta quinta-feira, 20 de maio, o presidente Lula assinou o decreto de criação do Plano Nacional de Combate ao Crack. Esta droga é um dos males contemporâneos mais destruidores. Já se difundiu entre os dependentes químicos, pois além de ser um entorpecente barato causa imediata dependência e uma rápida degradação da condição física e psicológica do ser humano.
Segundo o presidente Lula o decreto visa conscientizar a população sobre os efeitos do uso do crack, e anunciou um investimento de 410 milhões de reais para programas da área. A grande novidade do programa é que ele encara o problema do crack como uma questão de Saúde, Educação e Assistência Social, já que não podemos tratar os viciados em crack apenas como um problema de Segurança Pública.
Transferir o tratamento dos usuários de crack para a área de Saúde e Educação é dotar esses indivíduos de cidadania e respeitar os seus direitos humanos e sociais. O plano do Governo Lula vai de encontro com a proposta apresentada pela pré-candidata do PT Dilma Rousseff, que em recentes inserções televisivas do PT, defendeu o atendimento humanizado dos usuários de crack.

sábado, 15 de maio de 2010

GOVERNO DE SÃO PAULO: A TRINCHEIRA TUCANA DO RETROCESSO.

Segue abaixo texto do informativo do mandato do Deputado Estadual Roberto Felício, do PT-SP, onde está exposta a política equivocada dos governos tucanos em São Paulo. Nos mostra que São Paulo é nosso grande desafio, na medida em que precisamos interromper essa política de Estado, elegendo o Senador Aloizio Mercadante o próximo Governador de São Paulo.

Há mais de 15 anos o estado de São Paulo é governado pelo PSDB. Neste período, nosso estado tem sido palco da aplicação de políticas voltadas à redução do tamanho do Estado e à transferência, total ou parcial, ao setor privado de muitas das funções que são de responsabilidade do poder político.
Durante o período em que o PSDB esteve no governo federal (1995 – 2002), o estado de São Paulo, governado por Mário Covas e Geraldo Alckmin, era a “vitrine” do partido, ecoando instantaneamente as diretrizes vindas de Brasília. Hoje, sob o governo Lula, São Paulo continua a ser a referência das políticas do PSDB, na oposição. Daqui partem todas as resistências e contrapontos às medidas implementadas pelo governo federal.
No período em que governou o Brasil, com Fernando Henrique Cardoso, o PSDB promoveu a privatização das empresas de energia (a baixo preço e com financiamento do BNDES), venderam a Companhia Vale do Rio Doce, um patrimônio da nação e uma das maiores mineradoras do mundo, chegaram a estudar a venda também do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, além da Petrobras, que iria até mudar de nome para facilitar o negócio.
Esta mesma linha ideológica de governo é aplicada no estado de São Paulo. Desde 1995, o PSDB vem privatizando tudo. Os tucanos venderam o Banespa, a CPFL e a CESP. Recentemente Serra pôs a venda a Nossa Caixa, que o Banco do Brasil para manter o banco de fomento ao desenvolvimento, antes que fosse agregado a um grande grupo privado e simplesmente sumisse. Serra e seus antecessores entregaram as estradas paulistas para consórcios privados e o povo não para de pagar a conta, com um dos pedágios mais caros do mundo.
Na saúde, o governo do PSDB vem procurando alargar sua margem de manobra o máximo possível de serviços a grupo particulares. Para tanto, utiliza fartamente o expediente de firmar convênios com organizações sociais que são verdadeiras empresas. Dessa forma, sem que haja qualquer ganho significativo na qualidade do atendimento e dos serviços prestados, o Estado assegura gordos rendimentos a grupos privados e, ao mesmo tempo, se desresponsabiliza por uma área que, por definição, é sua obrigação.
Na segurança pública, o caos combina falta de prevenção com erros e descaso na condução da repressão ao crime. Não há políticas sociais e ações do governo destinadas a reduzir a criminalidade em suas origens. Com isto, nosso estado tem hoje um terço dos presos do país e surgem novos presídios a cada momento, levando insegurança e mais problemas às cidades do interior.
Na educação, nem se fala. Temos a segunda maior população de analfabetos do Brasil e a nossa rede de ensino vive mergulhada em crises, provocadas pelo próprio governo, que não valoriza os professores e não prioriza a qualidade de ensino.
Em todas as áreas se pode perceber a irresponsabilidade tucana. Em dezembro e janeiro, o estado de São Paulo, sobretudo a capital, sofreu com as enchentes. Apesar do alto volume pluviométrico, a caótica situação também é conseqüência da inação do governo Serra.
O que vivemos em São Paulo é um modelo desumano de governo, que vai na contramão dos avanços que o governo Lula trouxe para o país e do caminho que a maioria dos países da América Latina e Central vem trilhando. Um modelo que quer voltar a ser dominante no Brasil. Cabe ao povo brasileiro, e a nós, paulistas, em primeiro lugar, impedir que isto ocorra.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O ESTADISTA GLOBAL E O AUTORITÁRIO LOCAL.


Reproduzo abaixo editorial do informativo do mandato do Deputado Estadual Roberto Felício, PT-SP. Texto esse que apresenta a oposição entre o projeto petista e tucano.

O Brasil, hoje, ocupa lugar de destaque na comunidade internacional, como resultado das políticas aplicadas nos últimos sete anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Lula foi escolhido em 2009, “Homem do Ano” pelo jornal francês Le Monde e “Estadista Global” pelo fórum econômico Mundial de Davos, além de receber homenagens semelhantes de outras publicações e comunidades em todo mundo.
Mais que os títulos e honrarias, que importa é que o papel do Brasil desempenha no cenário mundial repercute em maiores possibilidades de melhoria na vida do nosso povo, pois isto representa maior intercâmbio de bens e serviços com os principais países e liderança para organizar blocos de países na luta por mais equilíbrio entre as nações.
Apesar do cenário catastrófico que muitos setores da mídia e partidos de oposição desenhavam, saímos da crise financeira internacional com rapidez e fortalecidos. Sem se renderão discurso derrotista, o governo intensificou as políticas sociais (sobretudo o Bolsa Família) e implementou medidas para fortalecer a indústria nacional e incentivar o consumo interno (utilizando isenções fiscais e políticas de crédito) e, além disso, acelerou as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com novos investimentos que geraram milhares de empregos.
Com isto, superamos a crise e estamos com a economia em expansão, assegurando baixos índices de desemprego e crescimento nos níveis de remuneração dos trabalhadores. O salário mínimo, em dólar, é o maior da história. A meta do governo, em 2010, é gerar dois milhões de empregos com carteira assinada.
Para manter a economia aquecida e superar a crise, o governo da União (Federal) absorveu o maior impacto econômico, beneficiando os estados e municípios. Maior estado da Federação, onde se concentra parte considerável da atividade econômica do país, São Paulo foi extremamente favorecido por estas políticas, com uma queda de apenas 3% nas receitas do Estado. Entretanto, o governo de José Serra pouco ou nada fez para acompanhar o ritmo do país. Quando muito, anunciou com atraso algumas medidas, como destinar recursos da Nossa Caixa para incentivar a produção, quando o banco já havia sido vendido para o Banco do Brasil. Ou seja, foi um anúncio “para inglês ver”.
Enquanto o presidente Lula percorria o país para incentivar o povo brasileiro a superar a crise com trabalho e consumo, Serra e outros lideres do PSDB e seus aliados faziam reiterados pronunciamentos para alardear a gravidade da crise e tentar convencer a opinião pública de que o governo do PT seria incapaz de superá-la.
Apesar de ter suas finanças mantidas a salvo da crise graças às políticas do governo Lula, o PSDB em São Paulo não reverteu estes ganhos para a população, através de políticas sociais. Boa parte dos recursos do Estado são aplicados em propagandas no rádio, TVs, jornais e revistas, para dar visibilidade a obras que, pretendem os tucanos, possam reverter em votos para Serra, que vem caindo nas pesquisas de intenção de votos para Presidência da República.
As principais obras do governo Serra, como a expansão do Metrô e o Rodoanel, recebem verbas do governo federal, mas isto é omitido nas propagandas. São Paulo não tem política industrial, nem desenvolve estratégias de desenvolvimento econômico e social. Ao contrário, resiste à implementação dos programas federais que vão nesta direção, ao mesmo tempo que avança no bolso do cidadão, como no caso dos pedágios.
A proliferação de pedágios caríssimos em todo o Estado é uma política criminosa contra a economia popular. Os pedágios oneram não apenas cada paulista, individualmente, mas prejudica o conjunto da economia, tornando os produtos que por aqui transitam mais caros e, portanto, menos competitivos no mercado internacional.
José Serra, no governo de São Paulo, confirmou sua fama de autoritário e centralizador. Seus projetos foram enviados a Assembléia Legislativa em regime de urgência, e, além disto, usaram e abusaram do chamado “relator especial”, que substitui o debate nas comissões por um parecer redigido em gabinetes, sem discussão. Já no âmbito federal os projetos de lei resultam de processo de diálogo com os diversos segmentos sociais e passam por exaustivo processo legislativo, do qual o próprio governo é o principal incentivador.
A simples comparação entre as ações do governo Lula e do governo de José Serra mostram claramente duas concepções de Estado e duas perspectivas diferentes para nosso país. Refletindo sobre elas a sociedade poderá tomar as melhores decisões sobre o futuro.

Um grande abraço,
Roberto Felício.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O GOVERNO LULA E O SALÁRIO MÍNIMO.

Nota do Deputado José Genoíno, do PT-SP, sobre o ganho do salário mínimo no Governo Lula.

Na noite de quarta-feira, última, ocupei a tribuna da Câmara de Deputados para, em nome da bancada do PT, manifestar nossa posição política sobre a questão do salário mínimo. Fui direto aos números: em 1995, a quantidade de cestas básicas que o salário mínimo podia comprar era de 1.02; em 2010, 2.17. Portanto, referente à cesta básica, dobramos o valor real do salário mínimo.

Referencial em dólar: em abril de 2002, 86 dólares; janeiro de 2010, 291 dólares.

Em relação à inflação: durante os 8 anos do Governo Lula, o salário mínimo cresceu acima da inflação 54,79%.

Este aumento real do salário mínimo, combinado com a política de controle da inflação e com os programas Bolsa-Família, Luz Para Todos e Micro Crédito, foram e são fatores que contribuíram para o aumento do mercado interno, para a ascensão das classes populares à classe média e para o crescimento do consumo interno.

O governo Lula já demonstrou que tem uma política social estruturante, consistente, de crescimento com distribuição de renda e com o aumento da inclusão social. A previsão de crescimento para 2010 é de 6,5 a 7% e, no primeiro trimestre de 2010 nós geramos 657 mil empregos com carteiras assinadas. E durante o Governo Lula já foram gerados mais de 12 milhões de empregos formais. Lembro que, no início do Governo Lula, a oposição provocava “cadê os 10 milhões de empregos?” Hoje, depois de 7 anos mais de 12 milhões de empregos com carteiras assinadas foram criados.

É isso o que explica o aumento da renda dos brasileiros, o aumento da renda das camadas populares e o crescimento do consumo interno. E isto tem reflexo na Previdência, porque a maioria dos aposentados que ganha 1 salário mínimo tiveram aumento real. Os aposentados que ganham acima de um salário mínimo não tiveram perda porque houve reposição da inflação.

Por isso, votei contra o fim do fator previdenciário e a favor da proposta do Governo que determinava um aumento acima da inflação, de 7%. Esta proposta não compromete a estabilidade econômica e a estabilidade fiscal e viabiliza as contas da Previdência articulando- se, de maneira progressiva e consistente, com a nossa política de distribuição de renda. Até porque, é um principio da luta por igualdade social garantir mais para os que mais precisam.

Abraços

José Genoino

quarta-feira, 5 de maio de 2010

CRÉDITO ESTUDANTIL PODE BENEFICIAR MAIS DE 200 MIL ESTUDANTES.

O Ministério da Educação (MEC) abriu as inscrições para o FIES (Financiamento ao Estudante do Ensino Superior) na última segunda-feira, 3 de maio. O novo FIES têm algumas mudanças como a redução da taxa de juros dos empréstimos, a adoção de parcelas fixas e a possibilidade de pagar parte da dívida com trabalho (Para estudantes de Licenciaturas, que trabalharem na rede pública de ensino e, para estudantes de Medicina, que trabalharem no Programa Saúde da Família). Os estudantes que têm contratos antigos do FIES poderão solicitar a revisão de seus contratos para adequá-lo ao novo FIES.
As inscrições para o financiamento são feitas exclusivamente pela Internet, através do Sistema Informatizado do FIES, SisFIES, que pode ser acessado no Portal do MEC (www.mec.gov.br). Bolsistas parciais do PROUNI (Programa Universidade Para Todos) podem pedir o financiamento estudantil.

O QUE MUDA NO FIES 2010

1 – Juros caem de 6,5% para 3,4% ao ano;

2 – O prazo de financiamento de duas para três vezes o tempo de duração do curso.

3 – As parcelas terão valores fixos.

4 – O financiamento pode ser solicitado à qualquer momento.

5 – Abatimento de 1% da dívida por mês trabalhado para professores de ensino básico em escolas públicas e médicos que atuarem no programa Saúde da Família.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

LULA É ELEITO O LÍDER MAIS INFLUENTE DO MUNDO PELA REVISTA TIME


Nota veiculada pelo Diretório Nacional do PT.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito nesta quinta-feira (29) pela edição norte-americana da revista "Time” como o líder mais influente do mundo. Segundo empresas especializadas em comunicação, a Time é hoje a revista semanal de maior circulação do planeta.
Lula encabeça o ranking de 25 nomes e é seguido por J.T Wang, presidente da empresa de computadores pessoais Acer, o almirante Mike Mullen, chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, o presidente americano Barack Obama e Ron Bloom, assessor sênior do secretário do Tesouro dos Estados Unidos.
No perfil escrito pelo cineasta Michael Moore, o programa Fome Zero é citado como destaque no governo do PT como uma das conquistas para levar o Brasil ao “primeiro mundo”. A história de vida de Lula também é ressaltada por Moore, que chama o presidente brasileiro de “verdadeiro filho da classe trabalhadora da América Latina”.
A revista lembra quando Lula, aos 25 anos, perdeu sua primeira esposa, Maria, grávida de oito meses, pelo fato dos dois não terem acesso a um plano de saúde decente. Ironizando, Moore dá um recado aos bilionários do mundo: “deixem os povos terem bons cuidados de saúde e eles causarão muito menos problemas para vocês”.
A lista da "Times" é dividida em quatro categorias: líderes, heróis, artistas e pensadores. Lula lidera o ranking dos 25 líderes mais influentes do mundo.

Veja abaixo a lista dos 25 líderes mais influentes de 2010, segundo a "Time":

1. Luiz Inácio Lula da Silva
2. J.T. Wang
3. Mike Mullen
4. Barack Obama
5. Ron Bloom
6. Yukio Hatoyama
7. Dominique Strauss-Kahn
8. Nancy Pelosi
9. Sarah Palin
10. Salam Fayyad
11. Jon Kyl
12. Glenn Beck
13. Annise Parker
14. Tidjane Thiam
15. Jenny Beth Martin
16. Christine Lagarde
17. Tayyip Erdogan
18. Stanley McChrystal
19. Manmohan Singh
20. Bo Xilai
21. Mark Carney
22. Carol Keehan
23. Khalifa bin Zayed al-Nahyan
24. Robin Li
25. Scott Brown
Leia abaixo a tradução do perfil escrito por Michael Moore sobre Lula:
Quando os brasileiros elegeram pela primeira vez Luiz Inácio Lula da Silva Presidente, em 2002, os barões larápios do país checaram nervosamente os indicadores de combustível dos seus jatinhos. Eles tinham transformado o Brasil num dos lugares mais desiguais da Terra, e parecia que havia chegado a hora da retaliação. Lula, 64 anos, era um filho genuíno da classe operária da América Latina- de fato, um membro fundador do Partido dos Trabalhadores-, que já tinha sido preso por liderar uma greve.
Ao tempo em que Lula finalmente conquistou a Presidência, depois de três tentativas fracassadas, ele já era uma figura conhecida na vida nacional brasileira. Mas o que o havia levado à vida política? Teria sido o seu conhecimento pessoal do quão duro muitos brasileiros precisam trabalhar só para conseguir sobreviver? Ter sido forçado a abandonar a escola na quinta série para ajudar no sustento da família? Ter trabalhado na infância como engraxate? Ter perdido parte de um dedo num acidente de trabalho?
Não, foi quando, na idade de 25 anos, ele viu sua mulher, Maria, morrer aos oito meses de gravidez, junto com seu bebê, porque eles não podiam pagar um tratamento médico decente.
Há aí uma lição para bilionários do mundo: permitam que as pessoas tenham acesso a um bom tratamento de saúde e elas não causarão muitos problemas no futuro.
E aqui vai uma lição para o resto de nós: a grande ironia da presidência de Lula- ele foi eleito para um segundo mandato em 2006 e ainda vai completá-lo este ano-é que, ao mesmo tempo em que ele conduz o Brasil rumo ao Primeiro Mundo com programas como o Fome Zero, destinado a eliminar a inanição, e projetos para melhorar a educação dos membros da classe trabalhadora do Brasil, os EUA parecem mais, a cada dia que passa, com o antigo Terceiro Mundo.
O que Lula quer para o Brasil é aquilo que costumávamos chamar de “O Sonho Americano”. Em contraste, nós, nos EUA, onde o 1% mais rico da população tem agora mais riqueza financeira que os 95% mais pobres, estamos vivendo numa sociedade que está rapidamente se tornando parecida com o Brasil.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

CHE GUEVARA (1928 - 1967)

Nos próximos dias irei reproduzir os textos do site da JPT da campanha "As escolhas da Juventude mudam a História"


Ícone da luta da esquerda na América Latina. Desenvolveu sua consciência política e militância a partir uma longa viagem pelo continente no início da década de 1950, tinha apenas 23 anos.
Foi um dos líderes da Revolução Cubana e lutou também na África e na Bolívia. É símbolo de ousadia, solidariedade e está presente no imaginário das pessoas como como herói latino americano.

terça-feira, 13 de abril de 2010

22 DIAS DE MOBILIZAÇÃO PELO VOTO AOS 16 ANOS.

Nos próximos 22 dias a Juventude do PT estará mobilizada para que os jovens que já têm, ou irão completar 16 anos até o dia 03 de outubro, tirem o seu título de eleitor e votem nestas eleições.
O prazo para o alistamento eleitoral termina no dia 05 de maio, e para tirar o título o jovem deve comparecer até o cartório eleitoral mais próximo da sua residência, munido de documento de identidade e comprovante de residência. Os trâmites podem ser adiantados através do Título Net, no site do TSE (http://www.tse.gov.br/internet/servicos_eleitor/titulo_net.htm).
As escolhas da juventude mudam a história
Com esta campanha a Juventude do PT convoca os jovens brasileiros a participar da política e fazer parte da construção deste novo país que tem sido fruto do governo Lula.
A JPT irá realizar durante estes dias diversas atividades. A Internet em particular, será um importante espaço de mobilização, confira abaixo as ações:
Twitter – No microblog, estaremos mobilizando com a tag #votoaos16. Através dela estamos convidando os jovens a falarem da importância do primeiro voto, da participação política e como as escolhas da juventude mudam a história. O perfil da Juventude do PT no Twitter é www.twitter.com/JPT13.
You Tube – Através do site de vídeos, estamos convocando a militância a falar em 30 segundos sobre o primeiro voto e como a eleição deste ano é importante para que o Brasil continue mudando. É só gravar, subir para o You Tube e enviar o link para o e-mail portaljpt@gmail.com, os vídeos serão divulgados na página especial da campanha no Portal da JPT.
Página Especial – No Portal da JPT, na página www.jpt.org.br/votoaos16, estará o hot site da campanha. Nele será possível baixar as artes, o jingle e assistir os vídeos.
Além disso, diversas atividades serão organizadas pela JPT nos estados e municípios, como panfletagens e atividades culturais na escolas e praças. Veja aqui os contatos das secretarias estaduais e acompanhe pelo Portal da JPT e pelo twitter as atividades que irão rolar.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

TWEETS SOBRE A ENTREVISTA DO PRESIDENTE LULA NO CANAL LIVRE


Olá leitores, neste domingo que passou, 4 de abril, o Presidente Lula concedeu entrevista para o Programa Canal Livre da TV Bandeirantes, e falou tudo o que precisavamos ouvir, fez um balanço de sua gestão e defendeu pontos importantes para nosso projeto político. Nós, petistas e membros da base aliada do governo e da aliança em favor da candidatura da Ministra Dilma à presidencia participamos de uma ação no twitter, comentando ao vivo a entrevista, usando a tag #LulaBand, para quem não usa a ferramenta twitter, publico agora no Blog meus tweets sobre a entrevista.

- o século 21 é o século do Brasil, diz presidente Lula no Canal Livre da Band #LulaBand olê olê olê olá #Dilma

- Lula explica a posição brasileira em relação ao Irã no Canal Livre #LulaBand ñ podemos colocar o Irã na parede!

- o último presidente a investir em infraestrutura no Brasil foi o Geisel! Agora o PAC corre atrás do tempo perdido! #LulaBand

- PAC democratiza investimentos em infraestrutura por Estados e Municípios pelo Brasil! #LulaBand #Dilma

- Eu sou o presidente que mais fez Universidades no país! Esse é o presidente Lula! #LulaBand agora é #Dilma

- se o ritmo continuar como nos 2 primeiros meses criaremos 2 milhões de novos empregos no Brasil esse ano! #LulaBand agora é #Dilma

- fim do primeiro bloc do canal livre, Lula dá show não deixa brecha para os apresentadores #LulaBand agora é #Dilma

- as viagens q eu fiz foi a trabalho, tenho mais de 6 títulos de honoris causas e ñ recebi nenhum só depois q terminar meu mandato #LulaBand

- era uma vergonha para esse país andar com avião alugado, ou voar de sucatão e não poder pousar em mtos países! #LulaBand

- eu to convencido q a Dilma será a próxima presidenta do Brasil! #LulaBand agora é #Dilma

- o que o Datena tá fazendo numa entreista política, ele apresenta programa policial!!!!!!! #LulaBand

- todos os anos, 90% dos trabalhadores fazem acordos salariais acima da inflação! #LulaBand força aos sindicatos #CUT

- a geopolítica de hj é diferente da de 1948 de qdo a ONU foi criada, precisamos dar representatividade à África, a Índia, ao Brasil #LulaBand

- Fora Datena! O cara é sensacionalista, quer criar factóides! Band, pra que levar esse cara pra entrevistar o presidente? #LulaBand

- Combater a violência é uma obrigaççao do Estado e da Sociedade em geral! Meu governo foi o q + investiu em Segurança Pública! #LulaBand

- agora o presidente Lula chamou o Datena pra subir o Dona Marta, morro carioca, com ele pra ver o que é combate à violência! #LulaBand

- jornalista sofre mais censura de seus patrões do que do Governo! #LulaBand

- eu nunca liguei pra jornalista nenhum para pedir favor, mesmo pra jornalista amigo meu, que apresentou comícios meus... #LulaBand

- tem três grupos que podem controlar a comunicação, na TV o telespectador, no rádio os ouvintes e nos jornais os leitores! #LulaBand

- vcs vão ter 1 extraordinária surpresa com a DIlma Roussef. A Dilma ñ é minha candidata, é a candidata do PT e da base aliada #LulaBand

- Brincar com a democracia eu não brinco, pq eu já vivi sem ela! 2 mandatos tá bom demais pra mim! #LulaBand agora é #Dilma

- Eu acredito de que amanhã vai ser muito melhor do que hj, o Brasil ñ vai parar mais, o Brasil vai virar uma gde não #LulaBand agora é #Dilma

- Pres Lula deu um verdadeiro show no canal livre e a galera do PT e da base aliada bombou aki no twitter. parabéns #LulaBand agora é #Dilma

Para quem perdeu a entrevista do Presidente Lula e quer ver pode acessar este link.

domingo, 4 de abril de 2010

GOVERNO SERRA LEMBRANDO AS DITADURAS MILITARES!


Por um momento, quando da divulgação desta foto, parecia que ela se tornaria em um símbolo da índole dos professores estaduais paulistas em greve. No entanto, com o passar do tempo ela revelou o seu verdadeiro significado. Que é muito triste.
Ao ser divulgada a foto, todos quiseram saber quem era o professor, suposto herói, que mesmo sendo atacado pela PM, em um momento de compaixão para com a policial atingida no confronto, decidiu por socorrê-la. Logo a PM-SP divulgou nota dizendo que o suposto professor não era um professor, mas sim um PM que passava pelo local e resolveu logo ajudar a colega. Essa declaração, que pretendi jogar, ainda mais, a opinião pública contra a greve dos professores, foi um tiro no pé da gestão Serra, em seus últimos dias. Por quê? Porque hoje ninguém conhece um policial militar que use barba? Além disso, o suposto policial de folga que estava passando pelo local estava trajado como um estereótipo do jovem professor. Esse foi o ponto de partida para a contestação da nota da PM paulista. A Apeoesp, então, procurou identificar se esse homem havia chegado ao local com um dos ônibus do sindicato. A delegação de Osasco identificou o jovem, como um dos embarcados em seus ônibus. Portanto, não foi por acaso que ele chegou ao local da manifestação. A questão que se avizinhou, então, é, por que um Policial Militar embarcou em ônibus do sindicato dos professores grevistas para ir à manifestação contra o Governo do Estado? A resposta a que chegamos para essa pergunta é assustadora.
Apesar de todas as tentativas de a PM-SP e do governo Serra em justificar que a presença do policial na região da manifestação foi mero acaso isso não tem nenhuma possibilidade de ser verdade. O que se provou é que o governo Serra, do PSDB, passou a infiltrar agentes disfarçados dentro do movimento sindical e dos movimentos populares com o intuito de usar observar e servir de delatores do movimento. E quem não nos garante que esses agentes infiltrados não agem de má fé dentro das manifestações para provocar tumultos e agressões?
A foto é com certeza uma fraude, uma montagem teatral. Primeiro, a policial supostamente ferida, está com sua farda completamente alinhada, parece que acabou de ser passada. Para uma policial em confronto com manifestantes seria impossível de se permanecer desta forma. Além disso, ela teria levado uma paulada, agora, quem leva uma paulada e está de capacete, tem esse capacete no mínimo tirado do lugar, e o capacete da policial está literalmente no lugar. Por fim, para quem caiu no chão, à policial que caiu no chão bruscamente, não apresenta em seus braços nenhuma marca de queda, como arranhões ou hematomas.
Desmascarada a fraude o que causa preocupação é a postura do governo Serra do PSDB de seguir os passos de sua colega governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, em passar a infiltrar agentes para espionar e tumultuar os movimentos sociais e sindicais. Essa atitude era considerada uma ação de governos autoritários, e em nossa perspectiva, os governos democráticos pós-ditadura militar não tomava essas iniciativas. Desde a redemocratização do Brasil, com o fim da ditadura, é um direito do cidadão e um dever do Estado, preservar o direito de reunião, manifestação e greve, ao inibir esse direito da população, o Governo Tucano de Serra adotada uma postura notória dos Governos autoritários e antidemocráticos.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

TODO APOIO À LUTA DOS PROFESSORES E CONTRA A TRUCULÊNCIA DE SERRA.

Pessoal, gostaria de compartilhar editorial do Jornal Brasil de Fato, do dia 31 de março.

Desde o dia 8 de março os professores da rede de educação do Estado de São Paulo estão em greve. Uma greve anunciada ainda em 26 de novembro do ano passado, num assembleia do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeosp), sinalizando protesto contra falta de reajuste salarial, programa de promoção por méritos e prova para os professores temporários.
A principal reivindicação dos professores é o reajuste salarial de 34,3%, sendo uma parte como reposição da inflação e a outra por perdas históricas. Há 5 anos eles não têm reajuste salarial.
Mobilizados, cerca de 30 mil educadores saíram em passeatas pelas principais ruas da capital paulista. Em troca, recebem o desrespeito e a intransigência do governo (Demo-Tucano) de José Serra, incapaz de lidar com os movimentos sociais e com as reivindicações salariais do funcionalismo público. São mais de 80% das escolas paralisadas, de acordo com a categoria, e o governador fica alardeando que a greve estadual “graças a Deus não pegou”. O mesmo governador que afirmou ser apenas uma fatalidade as mais de seis dezenas de mortes causadas pelas chuvas nesse ano.
O tratamento dispensado ao movimento grevista é apenas um reflexo do como o governo demo-tucano trata a questão da educação em São Paulo. O Estado mais rico do país tem um dos piores índices educacionais. Materiais didáticos são editados e enviados às escolas com erros grotescos e de péssima qualidade. Os professores foram classificados em diferentes categorias, numa clara intenção de dividir e enfraquecer a categoria. Salas de aulas lotadas, dificultando o trabalho dos professores e comprometendo a aprendizagem dos alunos. Não há concursos públicos para a efetivação dos professores - há mais de 80 mil professores temporários, excluindo-os dos benefícios que os efetivos já conquistaram. O vale-refeição é tão ridículo que passou a ser popularizado como “vale-coxinha”. E o sistema de “progressão continuada”, estabelecendo a obrigatoriedade de aprovar um aluno de um ano a outro, serve apenas para a divulgação do índice alto de aprovação (obrigatória!) dos alunos.
Cada vez mais refém das forças conservadoras que lhe dão apoio a sua candidatura presidencial, o governador Serra - que deixa o cargo dia 31 de março - procura derrotar o movimento grevista sincronizando três movimentos. Primeiro, busca deslegitimar a greve dizendo que é um movimento pequeno – afirma que menos de 1% dos professores aderiram à greve - e que atende apenas interesses eleitorais, buscando prejudicá-lo na campanha presidencial. Coisa de “baderneiros” para tumultuar o processo eleitoral. O PSDB cogita, inclusive, processar a presidente da Apeoesp sob acusação da greve atender interesses eleitorais.
O segundo movimento é controlar a mídia, impedindo que seja divulgado tanto a incapacidade do governo quanto as mobilizações que os professores têm feito e a pauta de suas reivindicações. Há um completo silêncio. É como se a greve não existisse para mídia subserviente à candidatura Serra. Em algum período do futuro essa mídia será cobrada, não pelo explícito aparelhamento ao atual governo paulista, mas sim pelo total descaso com a história. O controle que o governo demo-tucano tem sobre a mídia em nada difere do controle que os coronéis da política, como José Sarney e Antônio Carlos Magalhães, já falecido, mantinham em seus Estados. A diferença é que eles eram donos dos meios de comunicação.
O terceiro movimento para derrotar a greve, usando, sem hesitação, a truculência e a violência da Polícia Militar. A violência cometida contra os professores não difere do tratamento dado aos movimentos grevistas no tempo da ditadura militar. Mais, o governo Serra, repetindo práticas do governo tucano de Yeda Crusius, no Rio Grande do Sul, utiliza-se da prática de infiltrar agentes da polícia no meio dos grevistas, com a tarefa de identificar trabalhadores, fomentar provocações, causar conflitos que justificam uma repressão maior por parte da Polícia Militar e rendam imagens para a mídia demonizar a mobilização.
Nesse clima, há uma tendência pela continuidade da greve. Caso isso se confirme, já é hora da classe trabalhadora mostrar solidariedade à luta dos professores. Não se trata apenas de ser solidário à justa reivindicação salarial dos professores. Trata-se de influir na política educacional do país, de impedir que os governo continuem tratando as questões sociais como caso de polícia e de cobrar dos meios de comunicação a responsabilidade de informar a população.
O governo de José Serra quer fazer da greve dos professores o que o governo Fernando Henrique Cardoso fez coma greve dos petroleiros em 1995, impondo não apenas uma derrota ao movimento grevista, mas também assegurar uma ofensiva contra os direitos sociais e trabalhistas da classe trabalhadora. Em 1995, ao não perceber a jogada que FHC fazia contra os petroleiros, faltou a solidariedade e o apoio àquela greve. Aquela derrota custou-nos dois mandatos presidenciais de FHC. É hora de mostrar que houve um aprendizado e que a classe trabalhadora saia às ruas em apoio à greve dos professores de São Paulo.