domingo, 25 de julho de 2010

PESQUISAS ELEITORAIS E SUAS METODOLOGIAS.

Nesta semana que passou duas pesquisas de intenção de voto foram divulgadas para a disputa presidencial, os institutos Vox Populis e Datafolha apresentaram seus números, nas primeiras pesquisas públicas após a oficialização das candidaturas.
Divulgado primeiro os números do Vox Populis na sondagem estimulada Dilma Rousseff, candidata do PT, atinge 41% das intenções de voto, enquanto José Serra, candidato do PSDB, tem 33% e Marina Silva, do PV, 8%. Os outros candidatos juntos atingem 1%. Votos brancos 4% e nulos 13%. Em um possível segundo turno entre Dilma e Serra a ex-ministra do governo Lula venceria por 46% a 38%. O Vox Populis apurou ainda os percentuais de rejeição dos principais candidatos, sendo José Serra, PSDB, atingindo o maior índice de rejeição com 24%, Marina Silva, do PV, 20% e Dilma Rousseff, do PT, 17%.
A pesquisa foi feita entre os dias 17 e 20 de julho, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 19.920/10. Foram feitas 3.000 entrevistas em 219 cidades de todas as regiões do país. E sua margem de erro é de 1,8% para cima ou para baixo.
Já o instituto Datafolha apresentou números diferentes aos do Instituto Vox Populis, com José Serra apresentando 37% das intenções de voto enquanto Dilma Rousseff chega a 36% e Marina Silva 10%. A pesquisa Datafolha foi realizada entre os dias 20 e 23 de julho, ouvindo 1905 eleitores em 379 cidades diferentes. A margem de erro é de 2% mantendo Serra e Dilma em um empate técnico.
O Datafolha, ligado ao jornal Folha de São Paulo, vem insistindo em anunciar um empate técnico entre os candidatos mais bem postos e sua metodologia vem sendo contestada por muitos blogueiros na Internet, por grandes veículos de comunicação e pelos partidos políticos.
O blog Viomundo, do jornalista Luiz Carlos Azenha, postou artigo com 2 textos, 1 do portal IG e outro do jornal Estado de São Paulo, onde são apresentadas as diferenças entre as metodologias de pesquisa do Datafolha e do Vox Populis, com o título "Sobre a metodologia das pesquisas das pesquisas eleitorais". Já o site Brasilianas apresenta um post do jornalista Luís Nassif onde se apresenta as falhas da metodologia do instituto Datafolha, com o título "Decifrando o Datafolha".
Eu ainda não vi nenhuma manifestação do Datafolha para contrapor ao que é colocado pelos artigos citados acima, e essa insistência em um suposto erro metodológico recai no que comentei no post "Porque apoiamos Dilma", onde apresento texto do jornalista Mino Carta onde anuncia o apoio da Revista Carta Capital à candidatura Dilma Rousseff, onde insisto na posição de que grandes veículos de comunicação, entre eles o Jornal Folha de São Paulo, de que apoiam veladamente a candidatura José Serra e não assumem sua posição, usando suas mídias de forma coordenada para atacar a candidatura Dilma Rousseff, o presidente Lula e o PT.

sábado, 24 de julho de 2010

MERCADANTE E MARTA NO VALE DO PARAÍBA.


Nesta semana os candidatos do PT ao governo do Estado, Aloizio Mercadante e ao Senado, Marta Suplicy, estiveram em nossa região.
Marta esteve na quinta-feira, 22 de julho, nas cidades de Taubaté e Pindamonhangaba, onde junto com a militância petista percorreu o centro comercial das cidades e na sexta-feira, 23 de julho, visitou Jacareí, onde caminhou com a militância pelo centro da cidade, e São José dos Campos, onde participou de panfletagem na porta da GM e se reuniu com vereadores da região que a apóiam.
Já Mercadante esteve na região na sexta-feira, 23 de julho, primeiro em Caçapava onde caminhou com a militância e depois em São José dos Campos, onde centenas de militantes o aguardavam para uma caminhada pelo centro da cidade.


SEMINÁRIO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO.

Ainda sexta-feira, 24 de julho, aconteceu o Seminário : Desenvolvimento Econômico, em São José dos Campos, atividade que integra a série de seminários para a elaboração do programa de governo da coligação Mercadante Governador “Um novo modelo de desenvolvimento para São Paulo”. Os debatedores foram Aloizio Mercadante, Marta Suplicy, Guido Mantega (Ministro da Fazenda), Márcio Pochmann (Presidente do IPEA) e Ladislau Dowbor (Professor titular da PUC-SP e consultor da ONU). O seminário reuniu lideranças do PT de São Paulo e de toda a região e de partidos coligados.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

SERRA, O P-P-P-P, É MENTIROSO MESMO.


Artigo retirado do blog do Presidente Nacional da CUT, Artur Henrique, rebatendo as declarações do candidato do PSDB, à presidência, em relação as questões trabalhistas abordadas pela propaganda partidaria de seu partido.

Na noite de quinta, 15, respondendo a jornalistas no Rio de Janeiro e também durante minha fala na abertura de ato político com a presença do governador Sérgio Cabral, repeti que o Serra é mesmo mentiroso quando fala que foi autor dos projetos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e do seguro-desemprego.
Serra não é ator. Então, é mentiroso. Prova maior é ele ter dito ontem, numa tentativa de recuar um pouco e torcer para ninguém notar, que não é mais autor, é “co-autor”.
Sobre ter dito que a CUT é pelega, também mente. E incorre num discurso da mais empedernida direita. Serra, com a formação que tem e a experiência política que teve, sabe bem o que é peleguismo e sabe que a CUT não é pelega. Sabe disso inclusive porque fomos nós que enfrentamos durante o governo dele e do FHC diversas tentativas de retirada de direitos dos trabalhadores.
Um dos projetos do Serra/FHC era mexer no artigo 618 da CLT, que flexibilizaria as regras e abriria uma imensa avenida para os patrões extinguirem direitos como férias, por exemplo.
Nesse episódio, eles foram derrotados pela CUT e nossas entidades filiadas, que colocamos mais de um milhão de pessoas nas ruas, em protesto, no dia 21 de março de 2002.
No governo Lula e da ministra Dilma, nenhum direito dos trabalhadores foi retirado. Quando houve uma tentativa patronal para fazê-lo, através da famigerada emenda 3, Lula ouviu nossa reivindicação e vetou a emenda, em 2006. Tempos depois, a bancada patronal no Congresso tentou derrubar o veto e fomos para as ruas de novo, em diversas manifestações, e impedimos o retrocesso.
Parte do atual governo defendia uma reforma da Previdência que retirasse direitos. Fomos contra, pressionamos, e o governo entendeu. Inclusive com o Lula, publicamente, defendendo que o caráter social da Previdência, definido pela Constituição, derruba a tese de que o sistema é deficitário.
O salário mínimo teve uma série histórica de aumentos reais porque a CUT e as centrais foram para as ruas, nas Marchas Nacionais do Salário Mínimo, pressionar a elevação das verbas para esse fim previstas no orçamento da União.
Os trabalhadores e trabalhadoras públicos tiverem seus salários recompostos e carreiras reestruturadas porque a CUT fez greve e mobilização, além de ter sabido construir propostas e negociar. No governo Serra/FHC, o Estado foi desmantelado. No governo Lula, houve abertura de concursos.
Aumentou e muito o número de empregos formais no mercado privado.
Esse breve comparativo já mostra que não dá pra ter dúvida quanto a quem apoiar. Com a Dilma, esses avanços já consolidados permanecem, e acredito que será possível dialogar com seu governo, sensível à pressão popular, em busca de mais conquistas sociais.
Já o Serra é o candidato “P-P-P-P”s: Pedágio-Presídio-Privatização-Porrada nos professores.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO.


Do site da Dilma, candidata do PT à Presidência da República - .
Todos concordam: ainda há muito a fazer para que a nossa educação atinja um nível de primeiro mundo, mas é inegável que o governo do presidente Lula removeu obstáculos históricos, avançou muito e criou todas as condições para que o próximo governo, o governo de Dilma, faça o que tem de ser feito para chegarmos lá.
O fato é que muita coisa mudou e várias distorções foram corrigidas. O governo acabou com a DRU (Desvinculação de Receitas da União) que, desde 95, retirava cerca de R$ 10 bilhões por ano do orçamento do MEC.
O ensino fundamental teve a sua duração ampliada de oito para nove anos e, agora, crianças pobres vão iniciar o ciclo de alfabetização aos seis anos, como já é comum entre os filhos da classe média.
A distribuição gratuita de livros didáticos, antes restrita ao ensino fundamental, hoje beneficia também as creches e as escolas de ensino médio, o que fez do governo brasileiro o maior comprador de livros didáticos do mundo. Mais de 45 mil escolas do ensino básico estão equipadas com laboratórios de informática e conexão com a internet. E, através do Programa Mais Educação, o ensino de tempo integral foi implantado em 10.050 escolas de todo o Brasil, beneficiando três milhões de alunos.
Foram criados o Fundeb (Fundo da Educação Básica), que multiplicou por dez os recursos destinados à educação básica; o ProUni, um sistema de bolsas de estudo que já abriu as portas da universidade para mais de 700 mil jovens de famílias pobres; e a Universidade à Distância para o aperfeiçoamento dos nossos professores.
Criou-se ainda o Piso Nacional do Magistério, que atende uma reivindicação histórica dos professores e entrou em vigor este ano. E foi estabelecido um recorde histórico com a criação de 136 escolas técnicas e 14 universidades federais em apenas sete anos. Um passo decisivo para a inclusão social de milhares de jovens brasileiros.
Para que esses avanços prossigam, o governo criou, em 2007, o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) com o objetivo de triplicar os recursos aplicados no setor.
O PDE é um conjunto de ações estratégicas destinadas à ampliação do acesso e a qualidade da educação em todos os níveis - da creche à pós-graduação.
São mais de 40 programas, organizados em quatro eixos:
  • EDUCAÇÃO BÁSICA
  • EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
  • EDUCAÇÃO SUPERIOR E ALFABETIZAÇÃO
  • EDUCAÇÃO CONTINUADA
Uma das prioridades é a formação e valorização dos professores da educação básica. Até agora, um total de 97,6 mil professores se inscreveram para o curso na primeira etapa do Plano Nacional de Formação, que deve atender 400 mil professores até 2014.

MAIS RECURSOS
O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) financia da creche até o ensino médio e a educação para jovens e adultos. Em 2010, os recursos são da ordem de R$ 7,6 bilhões.

PROUNI
704,6 mil bolsas para estudantes que não têm condições de pagar mensalidades em faculdades privadas. A meta é beneficiar 720 mil alunos até 2010.

FINANCIAMENTO EDUCACIONAL
A taxa de juros do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) foi reduzida de 6,5% para 3,5% ao ano. Além disso, o prazo para quitar a dívida, que antes correspondia ao dobro da duração do curso, passou a corresponder ao triplo. Ou seja, quem faz um curso de quatro anos tem agora 12 anos para saldar a dívida.

UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
Criação de 569 pólos para oferecer 129 mil vagas em 2009. Até 2011, a meta é alcançar 950 pólos.

EDUCAÇÃO INFANTIL
O Proinfância atende crianças com menos de seis anos de idade. Já foram feitos convênios para a construção de 1.721 novas creches e pré-escolas, no valor de R$ 1,51 bilhão, beneficiando 370 mil crianças.

TRANSPORTE ESCOLAR
O programa Caminho da Escola auxilia a compra de veículos para transporte de alunos que vivem na zona rural. Entre 2008 e 2009, foram adquiridos 5.866 veículos, por 2.680 municípios, com investimento de R$ 925 milhões.

ALIMENTAÇÃO ESCOLAR
Aumento de 37.3 milhões para 47 milhões, de 2003 a 2009, no número de estudantes atendidos. Os recursos investidos passaram de R$ 954 milhões para R$ 2.010 bilhões, no mesmo período.

INCUSÃO DIGITAL
De 2004 a 2009, 80.623 laboratórios de informática foram adquiridos, beneficiando 39,7 milhões de estudantes.

EXPANSÃO
136 novas escolas técnicas e agrotécnicas já criadas. E, até o fim do ano, serão 214 escolas, oferecendo ensino profissionalizante a 500 mil jovens.

ENSINO SUPERIOR
Abertura de 14 universidades federais e 117 campi/unidades. O número de vagas em graduação presencial aumentou de 106,8 mil em 2003 para 195,3 mil em 2009.