sexta-feira, 10 de setembro de 2010

BLOGUEIROS!

Você que é blogueir@ e gosta de debater assuntos de interesse público, como transporte, educação, saúde, internet e outros tantos, junte-se à Rede Mercadante! Venha aumentar a abrangência deste debate e torná-lo acessível a tod@s!

A Rede Mercadante quer compartilhar pautas com @s blogueir@s e ainda ajudar a divulgar o seu blog! Para chegarmos a um caminho melhor para São Paulo e para o Brasil, é preciso que tod@s estejam dispost@s a participar. Ajude-nos também nesta articulação em rede e divulgue nossa proposta no seu blog!

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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Tuitaço #MartanoSenado


Depois do grande sucesso da #ViradaPaulista no Twitter, seguidores e simpatizantes de Marta Suplicy farão também um “Tuitaço”, nesta quinta-feira (09), das 12h às 14h, para mostrarem seu apoio à candidata do PT ao Senado por São Paulo.

A ação digital em apoio à candidatura de Aloizio Mercadante foi realizada no último dia 31 (terça-feira), das 12h30 às 14h, e teve grande êxito, especialmente em relação à quantidade de pessoas que colaboraram postando mensagens de apoio, seguidas das hashtags #ViradaPaulista, #VoudeMercadante e #OndaVermelha.

A hashtag #ViradaPaulista, somente no dia 31 de agosto, recebeu 4.650 tweets (mensagens), de 658 usuários (pessoas) diferentes, participantes da ação. Destes 658 usuários, 70 possuem mais de 1000 seguidores. A soma de todos os seguidores das 658 pessoas que participaram do tuitaço no dia 31 de agosto nos leva ao número de 470.788 pessoas.

Participe você também, pelo Twitter, usando as hashtags #MartaNoSenado #Dilma e #Mercadante e indicando por que você apoia Marta Senadora.
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Não esqueça o nosso encontro então nessa quinta-feira, dia 9:

- Onde: Twitter
- Quando: das 12h30 às 14h
- Escreva por que você apóia a Marta Senadora e use as hashtags #MartaNoSenado #Dilma e #Mercadante

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

POR UMA REAL INCLUSÃO SOCIAL NO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO PAULISTA!



A Educação é uma prioridade no Plano de Governo do candidato Aloizio Mercadante para o Governo do Estado de São Paulo. A defesa da inclusão digital, a valorização dos profissionais da Educação e o apoio aos municípios são à base do projeto de Mercadante e do PT para a Educação Pública para nosso Estado.
No entanto, a proposta de Mercadante para a Educação também contempla a inclusão social no ensino superior público. Um alento para todos, já que sabemos que as Universidades Estaduais Paulistas (USP, UNESP e UNICAMP) são, hoje, grandes opositoras da implantação de políticas de ações afirmativas. Rejeitam esse modelo, e instituíram programas de inclusão social de bonificação para o aluno da escola pública. Porém, esses programas pouco contribuíram para que alunos e alunas das escolas públicas ingressarem nessas instituições.
Ao dirigir-se até a Educafro e dialogar com os movimentos sociais Mercadante deixa as portas abertas para que em seu possível futuro governo à frente do Estado de São Paulo possamos contar com a adoção de políticas de ações afirmativas em nossas Universidades Públicas que promovam uma real inclusão social.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

CONSOLIDAR A RUPTURA HISTÓRICA OPERADA PELO PT

Texto do teologo, filósofo e escritor Leonardo Boff, que resume bem a visão de que as elites brasileiras exploraram nosso povo aliada ao que chamamos de PIG (Paritdo da Imprensa Golpista) e que desde a eleição de Lula em 2002 estão perdendo cada vez mais espaço. Por este motivo essa ofensiva de Globo, Folha e Estado de SP, Editora Abril contra a candidatura de Dilma Rousseff e do PT à presidência da República.

Para mim o significado maior desta eleição é consolidar a ruptura que Lula e o PT instauraram na história política brasileira. Derrotaram as elites econômico-financeiras e seu braço ideológico, a grande imprensa comercial. Notoriamente, elas sempre mantiveram o povo à margem da cidadania, feito, na dura linguagem de nosso maior historiador mulato, Capistrano de Abreu, "capado e recapado, sangrado e ressangrado". Elas estiveram montadas no poder por quase 500 anos. Organizaram o Estado de tal forma que seus privilégios ficassem sempre salvaguradados. Por isso, segundo dados do Banco Mundial, são aquelas que, proporcionalmente, mais acumulam no mundo e se contam, política e socialmente, entre as mais atrasadas e insensíveis. São vinte mil famílias que, mais ou menos, controlam 46% de toda a riqueza nacional, sendo que 1% delas possui 44% de todas as terras. Não admira que estejamos entre os países mais desiguais do mundo, o que equivale dizer, um dos mais injustos e perversos do planeta.
Até a vitória de um filho da pobreza, Lula, a casa grande e a senzala constituíam os gonzos que sustentavam o mundo social das elites. A casa grande não permitia que a senzala descobrisse que a riqueza das elites fora construída com seu trabalho superexplorado, com seu sangue e suas vidas, feitas carvão no processo produtivo. Com alianças espertas, embaralhavam diferentemente as cartas para manter sempre o mesmo jogo e, gozadores, repetiam: "façamos nós a revolução antes que o povo a faça". E a revolução consistia em mudar um pouco para ficar tudo como antes. Destarte, abortavam a emergência de outro sujeito histórico de poder, capaz de ocupar a cena e inaugurar um tempo moderno e menos excludente. Entretanto, contra sua vontade, irromperam redes de movimentos sociais de resistência e de autonomia. Esse poder social se canalizou em poder político até conquistar o poder de Estado.
Escândalo dos escândalos para as mentes súcubas e alinhadas aos poderes mundiais: um operário, sobrevivente da grande tribulação, representante da cultura popular, um não educado academicamente na escola dos faraós, chegar ao poder central e devolver ao povo o sentimento de dignidade, de força histórica e de ser sujeito de uma democracia republicana, onde "a coisa pública", o social, a vida lascada do povo ganhasse centralidade. Na linha de Gandhi, Lula anunciou: "não vim para administrar, vim para cuidar; empresa eu administro, um povo vivo e sofrido eu cuido". Linguagem inaudita e instauradora de um novo tempo na política brasileira. O "Fome Zero", depois o "Bolsa Família", o "Crédito Consignado", o "Luz para Todos", o "Minha Casa, minha Vida, o "Agricultura familiar, o "Prouni", as "Escolas Profissionais", entre outras iniciativas sociais permitiram que a sociedade dos lascados conhecesse o que nunca as elites econômico-financeiras lhes permitiram: um salto de qualidade. Milhões passaram da miséria sofrida à pobreza digna e laboriosa e da pobreza para a classe média. Toda sociedade se mobilizou para melhor.
Mas essa derrota infligida às elites excludentes e anti-povo, deve ser consolidada nesta eleição por uma vitória convincente para que se configure um "não retorno definitivo" e elas percam a vergonha de se sentirem povo brasileiro assim como é e não como gostariam que fosse. Terminou o longo amanhecer.
Houve três olhares sobre o Brasil. Primeiro, foi visto a partir da praia: os índios assistindo a invasão de suas terras. Segundo, foi visto a partir das caravelas: os portugueses "descobrindo/encobrindo" o Brasil. O terceiro, o Brasil ousou ver-se a si mesmo e aí começou a invenção de uma república mestiça étnica e culturalmente que hoje somos. O Brasil enfrentou ainda quatro duras invasões: a colonização que dizimou os indígenas e introduziu a escravidão; a vinda dos povos novos, os emigrantes europeus que substituíram índios e escravos; a industrialização conservadora de substituição dos anos 30 do século passado mas que criou um vigoroso mercado interno e, por fim, a globalização econômico-financeira, inserindo-nos como sócios menores.
Face a esta história tortuosa, o Brasil se mostrou resiliente, quer dizer, enfrentou estas visões e intromissões, conseguindo dar a volta por cima e aprender de suas desgraças. Agora está colhendo os frutos.
Urge derrotar aquelas forças reacionárias que se escondem atrás do candidato da oposição. Não julgo a pessoa, coisa de Deus, mas o que representa como ator social. Celso Furtado, nosso melhor pensador em economia, morreu deixando uma advertência, título de seu livro A construção interrompida (1993): "Trata-se de saber se temos um futuro como nação que conta no devir humano. Ou se prevalecerão as forças que se empenham em interromper o nosso processo histórico de formação de um Estado-Nação" (p.35). Estas não podem prevalecer. Temos condições de completar a construção do Brasil, derrotando-as com Lula e as forças que realizarão o sonho de Celso Furtado e o nosso.