domingo, 31 de janeiro de 2010

DILMA SE APROXIMA DE SERRA EM PESQUISA.


Em pesquisa divulgada no último dia 29 de janeiro, pela TV Bandeirantes, realizada pelo Instituto Vox Populi, a pré-candidata do `PT, à Presidência da República, Dilma Rousseff encosta no pré-candidato do PSDB, José Serra. O índice de intenção de votos de Dilma sobe 9 pontos percentuais, atingindo 27% das intenções de voto, enquanto Serra perde 5 pontos percentuais, recebendo 34% das intenções de voto. No mesmo cenário o pré-candidato do PSB, Ciro Gomes, atinge 11% das intenções de voto, enquanto, Marina Silva, pré-candidata do PV 6%.
Em um segundo cenário aferido pela pesquisa, onde a candidatura de Ciro Gomes, PSB, não é apresentada, José Serra, PSDB, atinge 38% das intenções de voto, enquanto, Dilma Rousseff, PT, recebe 29% e Marina Silva, PV, 8%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 14 e 17 de janeiro e foram entrevistadas 2 mil pessoas de todas as regiões do país. Segundo o Vox Populi a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais para cima ou para baixo

A SUCESSÃO AO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO.


Janeiro vai terminando e ainda existe uma indefinição que gera incômodo na militância petista em São Paulo, a definição do nosso candidato ao Governo do Estado. Isso porque, a pedido do Presidente Lula, o Deputado Ciro Gomes, do PSB, transferiu seu domicilio eleitoral para São Paulo, já que pela tática plebiscitária defendida pelo nosso presidente a retirada da candidatura presidencial de Ciro Gomes é um importante passo. Para acomodá-lo, o Presidente Lula ofereceu o apoio do PT paulista ao deputado para a disputa do Governo do Estado. No entanto, Ciro Gomes continua se dizendo pré-candidato à presidência, deixando vazio o espaço de pré-candidato, da base do governo Lula, ao Governo do Estado de São Paulo.
O diretório estadual do PT em São Paulo atendeu o pedido do Presidente Lula e endossou o apoio ao Deputado Ciro Gomes, e inicialmente não abriu o processo de escolha de candidato próprio ao Governo do Estado. No entanto, a indefinição de Ciro e a vontade de parte da militância no estado, que deseja candidatura própria, o presidente Edinho liberou os pré-candidatos petistas, ao Governo do Estado, a iniciar a coleta de assinaturas de filiados apoiando suas pré-candidaturas, já que é necessário recolher o montante de assinaturas equivalente a 1% dos filiados no estado para se tornar pré-candidato do PT ao Governo do Estado.
No entanto, independente das forças políticas que compõem o PT e das vontades individuais, o fundamental na eleição para o Governo do Estado em São Paulo é derrotar os Tucanos e Demos, acabando com uma hegemonia de 16 anos deles no Estado (há quem diga que esse tempo se soma aos governos do PMDB antecessores, Fleury, Quércia e Montoro, totalizando 25 anos de governos da direita no Estado). Desta forma cabe a todos nós petistas, antes da definição de nosso candidato ou de apoiar uma candidatura de um partido da base de apoio do Governo do Presidente Lula, avaliar as últimas campanhas ao Governo do Estado, analisando as críticas feitas ao PT-SP. Duas delas, ao meu ver, são as mais consistentes, e é sobre elas que pretendo discorrer agora, a falta de experiência dos candidatos no Executivo e a não repetição de candidatura de uma eleição para outra.
O PT, desde 1982 tem candidato próprio ao Governo do Estado de SP, Lula, foi nosso candidato, ficando em 4º lugar; Suplicy foi o candidato em 1986, também ficando em 4º lugar; em 1990 o candidato foi Plínio de Arruda Sampaio, também ficando em 4º lugar; já em 1994, quando o PSDB teve seu candidato eleito, o PT lançou a candidatura do Zé Dirceu, terminando em 3º lugar; em 1998 foi Marta Suplicy, ficando em 3º lugar; em 2002 o candidato foi Genoíno, levando o PT ao 2º turno, mas sem conquistar o Palácio dos Bandeirantes e; em 2006 o candidato foi Mercadante, ficando na segunda colocação. Tanto Lula, quanto Marta Suplicy hoje contam com experiência em cargos no executivo, mas quando de suas candidaturas ao Governo do Estado não tinham essa experiência no currículo. Por muito tempo o próprio PT sofreu essa crítica de forma generalizada, nossos adversários rotulavam o PT como um partido com característica para o Legislativo. Esse ponto, com certeza, afetou nossas candidaturas até hoje, mesmo em 2006, com nosso candidato tendo vindo de uma eleição par o Senado batendo recorde de votação, com mais de 10 milhões de votos, claro que em 2006, Mercadante enfrentou José Serra, que vinha de um recall de uma candidatura à presidência da República e de uma eleição para a Prefeitura de São Paulo. Genoíno, em 2002, era um campeão de votos pelo PT como deputado federal, fez uma boa votação como candidato a governador, mas infelizmente saiu derrotado no 2º turno. Genoíno e Mercadante foram os candidatos com melhor performance, ambos com mais de 6 milhões de votos.
Já a não repetição do candidato ao governo do Estado na eleição seguinte é uma crítica sem contestação, realmente o PT paulista sempre apostou em candidatos com boas votações para o Legislativo, optando por substituir o candidato da eleição anterior. O argumento de quem faz essa crítica é de que o presidente Lula, antes de ser eleito em 2002, concorreu à presidência da República por 3 vezes, consolidando assim o seu nome e o do PT no cenário nacional, sacrificando uma possível eleição para outro cargo..
Hoje, 6 nomes se colocam como pré-candidatos ao Governo do Estado pelo PT, o deputado federal Antonio Palocci, o deputado federal Arlindo Chinaglia, o senador Eduardo Suplicy, o prefeito de Osasco Emídio de Souza, o ministro Fernando Haddad e a ex-prefeita Marta Suplicy. Marta e Emídio contemplam aqueles que contestam que os candidatos petistas ao governo do Estado não tenham experiência no Executivo. Outro nome que sempre aparece como opção para a disputa do Governo do Estado é o do senador Mercadante, mesmo com ele se colocando como pré-candidato a uma das vagas ao Senado, porém, uma candidatura do senador Mercadante contemplaria aqueles que dizem que o PT-SP não repete seu candidato.
Qualquer um dos nomes que seja escolhido para candidato ao Governo do Estado à batalha será muito complicada, já que o eleitorado paulista é muito conservador, mesmo o da capital e das grandes cidades do interior. Em nosso Estado, as oligarquias políticas manipulam descaradamente a mídia e a classe média urbana se deixa levar por essa manipulação. A possível candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin, ao Governo do Estado, pela aliança PSDB/DEM/PPS será uma grande barreira para o campo democrático de esquerda romper com essa hegemonia das elites, já que Alckmin vem apresentando em todas as pesquisas altos índices de intenção de voto. Portanto, a definição do nome de nosso candidato ao Governo do Estado é urgente, pois só assim, sendo o deputado Ciro Gomes ou um dos nossos nomes, para que haja tempo hábil para a redução da diferença entre a candidatura da direita, representada por Alckmin e a candidatura da esquerda representada pela candidatura de um nome dos partidos que compõem a base de sustentação do governo do Presidente Lula. Deste modo, a partir da definição do candidato, é que se tornará eleitoralmente viável, a ruptura da hegemonia tucana em São Paulo, além de que se fortalecerá a candidatura da Ministra Dilma Rousseff em nosso estado, o maior colégio eleitoral do país, portanto, palco fundamental para a batalha nacional, onde nosso desafio será reconquistar a Presidência da República para continuar o processo iniciado pelo Presidente Lula, de desenvolvimento nacional, de redução das desigualdades sociais e contra o retrocesso representado pela volta dos Tucanos e Demos ao poder.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

MANOBRA PODE COLOCAR ALIADO DE ARRUDA NA PRESIDÊNCIA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL.

O início desta semana nos revelou uma manobra dos aliados do governador José Roberto Arruda para atrasar as investigações do Legislativo do Distrito Federal sobre o “Mensalão do DEM”. O Deputado Leonardo Prudente ocupava a presidência da Câmara Legislativa e renunciou ao cargo nesta segunda-feira. Leonardo Prudente estava afastado da presidência por decisão judicial, já que ele foi flagrado recebendo dinheiro e desviado e o guardando nas meias. Ao ser afastado assumiu a presidência da Câmara Distrital o Deputado Cabo Patrício, do PT, que passou a agilizar o processo de investigação do escândalo “Arruda”. Com a renúncia, o regimento da Câmara Distrital obriga a uma nova eleição para o cargo de Presidente. Desta forma, o novo presidente da Câmara deve ser um aliado do governador Arruda, já que os partidos que dão sustentação ao governo Arruda são maioria na Câmara Distrital.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

DIFERENÇAS ENTRE CHILE E BRASIL QUE FINGEM NÃO VER.


Nesta semana com a vitória do candidato Sebastian Piñera ao cargo de presidente do Chile proporcionou euforia na grande mídia brasileira e na oposição de direita ao governo Lula. Isso porque, avaliações superficiais classificavam a situação política chilena semelhante à brasileira. Governo Federal com forte índice de aprovação popular e oposição de direita e, e mais nada. Temos de avaliar alguns outros pontos, que não são citados aqui no Brasil pela grande mídia e pela direita.
Primeiro, o candidato da direita chilena, Sebastian Piñera, é um empresário bem sucedido, homem mais rico do Chile, um alpinista político, sem trajetória de militância. Dono da LAN Chile, companhia de transporte aéreo. Colou-se nele uma imagem de um administrador privado qualificado, de uma novidade na política chilena, jovial e bem sucedido. Bem, vamos analisar o provável candidato da oposição de direita no Brasil, José Serra. Alguma semelhança com a imagem rotulada em Piñera? Não vejo. Serra tem uma pseudo-origem no movimento estudantil, fugiu do Brasil quando a resistência à ditadura precisava de suas lideranças por aqui, voltando ao país se alinhou a setores da direita, como o antigo PFL, atual Democratas, que tem origem no partido de sustentação da Ditadura Militar brasileira, a ARENA. Ocupou dois ministérios no governo FHC, uma gestão marcada pelo Neoliberalismo. Privatizador e não desenvolvimentista.
Em segundo lugar, a “Concertação”, coligação partidária que dá sustentação ao governo Bachelet no Chile está no poder já há 20 anos, portanto, o desgaste deste grupo político é muito maior que o desgaste atribuído à coligação que dá sustentação ao governo Lula, no Brasil, que irá apoiar a candidatura da Ministra Dilma Rousseff à presidência da República, no poder a 7 anos. Aliás a “Concertação” surgiu no final da Ditadura Pinochet, sendo uma junção de parte do Partido Socialista Chileno e da Democracia Cristã (Católica), partido de Centro. Claro que a coligação que dá suporte ao governo Lula conta, também, com setores Centristas, no entanto, não tem todo o desgaste da “Concertação” chilena.
Para piorar, o candidatado da “Concertação” foi Eduardo Frei, ex-presidente chileno da década de 90 do século passado, ligado ao Centro Católico, portanto, de certa forma, afastado do perfil socialista da Presidenta Bachelet. Esta condição travou a transferência de votos da Presidenta para seu candidato. No Brasil, Dilma é uma novidade no cenário político, eu venho dizendo, já há algum tempo, que nas eleições presidenciais de 2010 no Brasil, para se sair bem sucedido seria necessário apresentar alguma novidade, como foi o caso de Obama nos EUA e de Piñera no Chile. Dilma é mulher, ainda no Brasil não tivemos uma mulher ocupando a presidência da República e tem experiência na gestão pública. Porém, sem sofrer o desgaste de ter ocupado cargos eletivos. Por este motivo quando o presidente Lula a indicou como sua sucessora, e o PT endossou sua pré-candidatura, mesmo com os índices iniciais das pesquisas de opinião baixos, eu venho confiando no sucesso de Dilma nas eleições deste ano. Já José Serra enfrenta um desgaste duplo. Primeiro, é impossível não o associar a gestão de FHC e; segundo por ter ocupado recentemente 2 cargos eletivos, na prefeitura de São Paulo (que ele abandonou mesmo prometendo nas eleições que cumpriria seu mandato até o fim) e agora no governo do estado de São Paulo.
Por fim, entendemos o esforço do presidente Lula e do PT em convencer o deputado Ciro Gomes, PSB, a retirar sua legítima candidatura à Presidência da República. Isso porque o PSB é um aliado histórico do PT e do Presidente Lula, integra a base de sustentação do Governo Federal, e é um partido forte nos estados, em especial no Nordeste, onde se encontram seus 3 governadores. Eduardo Frei enfrentou no Chile, além de Piñera, Marco Enriquez-Ominami, candidato com origem em uma dissidência da “Concertação” chilena, que no primeiro turno das eleições dividiu o eleitorado de Centro e Esquerda com Frei, e no segundo turno não houve tempo suficiente para a transferência de votos de Enriquez-Ominami para Frei. Essa divisão foi determinante na derrota da “Concertação”, por apenas 3 pontos percentuais, coisa que o presidente Lula vem se esforçando para evitar algo semelhante na sua base de sustentação.
Portanto, mesmo com a grande mídia brasileira e a oposição de direita (PSDB/DEM/PPS) propaguem aos quatro ventos que as condições no Chile sejam semelhantes às condições no Brasil e espalhem que o governo Lula não fará sua sucessora, eu continuo acreditando muito na vitória da companheira Dilma, e não por “ufanismo” partidário, mas sim por não aceitar esse estratagema da direita, de comparação entre Chile e Brasil, Bachelet e Lula, Frei e Dilma, Piñera e Serra. Isto tudo é muito diferente, nossa condição é outra, nosso presidente é diferente de tudo que já apareceu no Mundo até hoje e nossa candidata é muito diferente do deles.
Viva Lula, Viva Dilma!